segunda-feira, 1 de julho de 2019

CDU preocupada com falta de médicos no concelho de Almeirim, em particular na freguesia de Fazendas de Almeirim



CDU preocupada com falta de médicos no concelho de Almeirim, em particular na freguesia de Fazendas de Almeirim

Realizou-se hoje, dia 01 de julho, a reunião ordinária da Câmara Municipal de Almeirim, tendo a vereadora ecologista eleita pela CDU, Sónia Colaço, mostrado grande preocupação com a falta de médicos no concelho de Almeirim.

Apesar das recentes notícias, veiculadas na comunicação social regional, de que existem 10 médicos para o ACES Lezíria, a partir deste mês de julho, com o Centro de Saúde de Almeirim a ser contemplado com a vinda de 2 clínicos, a realidade é que na freguesia de Fazendas de Almeirim os utentes ficaram sem a sua médica de família e para setembro sairá o outro médico.

A Extensão de Saúde de Fazendas de Almeirim neste momento tem apenas um médico de família, que atende os utentes atribuídos ao seu ficheiro, enquanto os restantes doentes só podem recorrer ao Centro de Saúde de Almeirim. O médico prestador de serviços que iria ficar a fazer consultas, três vezes por semana, aos utentes sem médico de família nesta Extensão de Saúde, afinal não pode assegurar o serviço.

Para além dos constrangimentos causados à população, pela necessidade de deslocação dos utentes desta freguesia para a sede de concelho, também fica em causa a prestação de cuidados de saúde em Almeirim, pelo aumento destes utentes e consequente pressão sobre os serviços.


A CDU entende que esta solução não serve os utentes da Extensão de Saúde de Fazendas de Almeirim, nem a população de Almeirim, pelo que é urgente apurar quantos utentes estão sem médico de família atribuído e para quando a colocação dos médicos em falta, acautelando desde já saída de mais um clínico em setembro.

domingo, 12 de maio de 2019

Esclarecimento sobre a notícia “Vereadora da CDU ajuda a fechar parque em Benfica”


No passado dia 6 de maio, na ordem de trabalho da reunião pública de Câmara, estavam para apreciação os relatórios trimestrais das Juntas de Freguesia, ao abrigo das delegações de competências e dos contratos administrativos assinados com a Câmara, no início do mandato autárquico.
A vereadora da CDU, Sónia Colaço, tal como os restantes vereadores do PS em funções, tiveram acesso aos relatórios, para análise do seu conteúdo.
O relatório elaborado pela Junta de Freguesia de Benfica do Ribatejo, dando nota da situação dos dois parques infantis existentes na freguesia, através de fotografias identificativas dos diversos equipamentos e do seu estado de conservação, foi objeto de intervenção da vereadora da oposição.
Perante o grave estado de degradação do parque infantil localizado em Cortiçóis, documentado pelo relatório, a vereadora da CDU questionou, como era sua obrigação, o Presidente da Câmara sobre o que este pretendia fazer para solucionar os problemas detetados.
A CDU recorda que a legislação em vigor, através do Decreto-Lei n.º 203/2015, de 17 de setembro de 2015, determina as obrigações de segurança dos espaços de jogo e recreio, assim como determina o que fazer para a manutenção destes espaços. No caso de se verificar deterioração nos parques infantis e nos seus equipamentos, de modo a pôr em risco a segurança dos utilizadores, a entidade responsável pelo parque deve “diligenciar a sua reparação imediata, ou se esta não for viável, a imobilização ou retirada do elemento danificado” (artigo 28.º do diploma acima referido).
Fica assim claro, que compete à Câmara Municipal de Almeirim, enquanto entidade responsável, realizar as ações de manutenção do espaço de jogo e recreio, dos equipamentos e superfícies de impacto, tal como diz a lei. Ou, no caso de não realizar a manutenção necessária, decidir de modo a não pôr em perigo a saúde e segurança dos utilizadores e de terceiros.
A notícia que o Jornal Almeirinense publica “online”, apesar de referir parte do que aconteceu em reunião de Câmara, afirma no seu título uma situação que não é verdadeira. A vereadora questionou o executivo municipal, de maioria PS, e foi o Sr. Presidente de Câmara que afirmou que havendo um outro parque infantil próximo, em boas condições, e este não as apresentar que o irá encerrar.
No mínimo da boa-fé, o título jornalístico, poderia fazer referência à vereadora da CDU como tendo sido a única a preocupar-se com a segurança das crianças que frequentam aquele parque infantil. O parque infantil a ser fechado, será não por causa da “denúncia” da vereadora da CDU mas por decisão do Sr. Presidente da Câmara face à falta de condições evidenciadas.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Ponte pedonal no Parque de Merendas na Raposa



A vereadora da CDU, Sónia Colaço, levou hoje à reunião ordinária da Câmara Municipal uma preocupação da população da freguesia da Raposa, que se prende com a derrocada da ponte pedonal que permitia o acesso ao Parque de Merendas. Neste momento, quem quiser usufruir deste espaço terá de o fazer pela EN 114, estrada muito movimentada, particularmente perigosa para peões.


Face ao histórico do processo de requalificação do Parque de Merendas da Raposa, que se arrasta há vários anos, a CDU teme que a população da freguesia fique privada desse acesso pedonal por muito tempo.   

É nosso compromisso não deixar que este assunto seja esquecido. A CDU continuará a pugnar não só pela reconstrução da ponte mas também pela requalificação do Parque de Merendas da Raposa, como tem vindo a fazer.







quarta-feira, 1 de maio de 2019

SAUDAÇÃO 1º de Maio – Dia do Trabalhador

Saudação apresentada pelo Grupo da CDU na Assembleia Municipal de 29 de abril e aprovada por unanimidade.

No dia 1 de Maio comemora-se o Dia Internacional do Trabalhador, que celebra a luta dos trabalhadores por condições de trabalho mais justas, dignas e democráticas. Importa não esquecer que apesar de vivermos uma altura em que o desemprego tem diminuído, com a criação de mais postos de emprego, estes dão origem a situações de maior precariedade, pois na maioria são contratos a prazo, o que dificulta a vida dos portugueses. Importa também não esquecer que foi possível lutar pelo aumento do Salário Mínimo Nacional, no entanto está ainda em valores baixos e que muitas vezes não permite aos trabalhadores sair de situações de pobreza e de exclusão social.

Considerando que as sucessivas alterações à Legislação Laboral têm levado à perda de direitos adquiridos e conquistados, tornando mais fácil o despedimento ou a desregulamentação dos horários de trabalho através da possibilidade de imposição do banco de horas, cujas medidas não asseguram um horário que permita conciliar a vida profissional com a familiar, ficando em causa o acesso aos Direitos fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa.

É necessário continuar a defender e a exigir um emprego estável, um salário digno, em condições de segurança, higiene e saúde no trabalho, contra as injustiças e a precariedade laboral.

A Assembleia Municipal de Almeirim, reunida em 29 de Abril de 2019, saúda todos os trabalhadores que, através do seu esforço, defendem melhores condições de trabalho e exigem ter uma vida digna e com direitos; e apela à participação nas comemorações que decorrerão em Santarém.

Almeirim, 29 de Abril de 2019

Os eleitos da CDU

MOÇÃO CTT


Moção apresentada pelo Grupo da CDU na Assembleia Municipal de 29 de abril e aprovada por unanimidade.


A falta de trabalhadores no Centro de Distribuição Posta (CDP) de Santarém tornou inviável o cumprimento dos prazos de entrega do correio em tempo útil. Estão, nesta altura, acumulados cerca de 70.000 objetos, muitos deles, ainda, com data de Março.
Os carteiros do CDP de Santarém estão, essencialmente, em luta para garantir um melhor serviço de distribuição postal a todos os utentes desse serviço público. Recorde-se que a sua luta dura há um mês com prejuízos financeiros para si próprios, derivados da greve às duas primeiras horas de serviço.
Esta situação, que se repete um pouco por todo o país, não pode ser desligada da privatização, decidida pelo governo PSD/CDS. Desde então, a administração, enquanto deteriora as condições de trabalho, obriga os trabalhadores a irem além dos seus limites e degrada a qualidade de serviço, tem distribuído milhões pelos acionistas descapitalizando e desvalorizando cada vez mais a empresa a ponto de pôr em perigo a sua viabilidade futura.
O CDP de Santarém abrange os concelhos vizinhos, incluindo Almeirim. A falta de trabalhadores já se faz sentir no atraso da distribuição do correio. Por esta razão, tem de ser uma preocupação de todos pois está em causa um serviço público muito importante para a população.
A CDU recorda que apresentou tomadas de posição na Assembleia Municipal quando, em 2014, foi desativado o CDP de Almeirim e que, na altura, referíamos com grande preocupação a degradação que o serviço de distribuição iria ter, para além das consequências para os trabalhadores, com o aumento dos percursos a realizar.
Mais recentemente, quando do fecho da Estação de Correios de Alpiarça, a CDU, em reunião de Câmara, apelou, também, à solidariedade do sr. Presidente para com o seu congénere de Alpiarça na oposição a este encerramento, para diminuir a pressão e acautelar o serviço na Estação de Almeirim.
A Assembleia Municipal de Almeirim, reunida a 29 de Abril de 2019, ao mesmo tempo que apela à solidariedade dos cidadãos (mal) servidos pelos CTT e da Autarquia, apoia inequivocamente os trabalhadores do CDP de Santarém na sua mais que justa luta.

Almeirim, 29 de Abril de 2019

Os eleitos da CDU

SAUDAÇÃO 45.º aniversário da Revolução de Abril

Saudação apresentada pelo Grupo da CDU na Assembleia Municipal de 29 de abril e aprovada por maioria.

A Revolução de 25 de Abril de 1974, que culminou uma longa e heróica luta do povo português, pôs fim a 48 anos de ditadura fascista e realizou profundas transformações democráticas, restituiu a liberdade aos portugueses, consagrou direitos, impulsionou transformações económicas e sociais, foi desencadeada pelo heróico levantamento militar do Movimento das Forças Armadas (MFA) e desde a primeira hora, seguida de um levantamento popular.

O Poder Local, parte integrante do regime democrático e do seu sistema de poder, também é uma conquista de Abril que viu consagrada na Constituição da República os seus princípios democráticos. Um Poder Local participado, plural, colegial e democrático, dotado de uma efectiva autonomia administrativa e financeira.

A ampla participação popular e o intenso trabalho realizado em prol das populações, iniciado com as comissões administrativas, após o 25 de Abril, teve consagração com as primeiras eleições livres e democráticas para os órgãos das autarquias locais, em Dezembro de 1976, onde o Poder Local Democrático se afirmou, operando profundas transformações sociais com importante intervenção na melhoria das condições de vida das populações e na superação de enormes carências, substituindo e sobrepondo-se, até em alguns casos, na resolução de problemas que excedem em larga medida as suas competências.

Num momento em que assistimos ao branqueamento, reabilitação e até promoção de forças e ideias de carácter fascista um pouco por toda a Europa, urge, não apenas valorizar a revolução de Abril como um dos maiores acontecimentos da história contemporânea portuguesa, mas também denunciar o regime fascista, bem como os crimes e atrocidades por si cometidas.

As comemorações da Revolução de Abril devem ser um momento para afirmar a necessidade de uma política que contribua para o desenvolvimento das capacidades produtivas nacionais, que dignifique o trabalho e os trabalhadores, dê resposta aos problemas do povo e do País, uma política que respeite o Poder Local Democrático e o que ele representa de espaço de afirmação e realização de direitos e aspirações populares. Um momento de resistência e luta contra os que querem ajustar contas com Abril, agredindo a democracia, a liberdade, a paz e o desenvolvimento de Portugal.

As comemorações do 25 de Abril devem ser, também, um momento de convergência e unidade dos democratas, dos patriotas, dos trabalhadores e do povo português, em defesa dos valores de Abril e da Constituição da República.

Face ao exposto, a Assembleia Municipal de Almeirim, reunida a 29 de Abril de 2019, delibera:

  1. Saudar os 45 anos da Revolução dos cravos;

  1. Manifestar o seu reconhecimento a todos os homens e mulheres que se opuseram e lutaram contra o regime fascista e aos militares que contribuíram para a restituição do regime democrático em Portugal;

  1. Promover e estimular a luta em defesa dos valores e conquistas de Abril, da Constituição da República Portuguesa e pela exigência duma ruptura que abra caminho a uma política que sirva Portugal e o povo português.

Almeirim, 29 de Abril de 2019

O Grupo Municipal da CDU

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Recomendação Adesão de Almeirim ao Pacto de Autarcas




As alterações climáticas são consideradas a maior ameaça ambiental do século XXI, constituindo uma preocupação transversal, visto que o aquecimento global do planeta é um dado incontestável. As evidências atuais confirmam as projeções que há alguns anos pareciam alarmistas, levando à celebração do acordo histórico da Cimeira de Paris (COP 21), em dezembro de 2015, no qual 195 países membros da Convenção do Clima da ONU e a União Europeia se comprometeram num esforço coletivo para conter o aquecimento global muito abaixo dos dois graus centígrados.


Os fenómenos climáticos extremos, como secas prolongadas, enxurradas e outras intempéries aumentam as situações de risco. A subida do nível dos oceanos torna as condições de vida mais difíceis e ameaçam a vida no planeta.

Em Portugal, as consequências das mudanças climáticas são cada vez mais sentidas e deixam marcas gravosas em todo o território. Em setembro de 2017, o nosso país atravessava um período de seca severa e extrema, a pior desde que há registos e que atingiu 100% do território.

A nossa região não escapa a este cenário, pelo que também está sujeita a sérios problemas com graves prejuízos na agricultura, no pasto para animais, no empobrecimento e perda de solos, uma verdadeira ameaça para a sobrevivência das gerações futuras.

É necessário agir e no nosso país são vários os municípios, nomeadamente Lisboa, Barreiro, Coruche e Tomar, que já elaboraram a sua estratégia municipal de adaptação às alterações climáticas, no âmbito de um projeto internacional com o apoio da Agência Portuguesa do Ambiente, de modo a ajustarem os sistemas naturais e humanos para responderem a estímulos climáticos, com o objetivo de aumentar a resiliência dos sistemas, aplicando respostas políticas transversais a todos os sectores.

Atualmente a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo tem em curso a elaboração do Plano Intermunicipal de Adaptação Às Alterações Climáticas da Lezíria do Tejo, pelo que se torna fundamental que Almeirim possa assumir o seu próprio compromisso no combate às alterações climáticas, sendo necessário começar desde já a consciencializar todos os intervenientes no concelho para as mudanças a realizar.
O Pacto de Autarcas para o Clima e Energia foi lançado em 2008, na Europa, com o intuito de reunir, de forma voluntária, os governos locais que pretendam alcançar e exceder os objetivos da UE para o clima e energia, nomeadamente aqueles que desejam a descarbonização dos seus territórios, fortalecer a capacidade para se adaptarem aos impactos inevitáveis das alterações climáticas e permitir que os cidadãos tenham acesso a uma energia segura, sustentável e acessível.

O Pacto de Autarcas está aberto a todas as autarquias locais democraticamente constituídas por representantes eleitos, independentemente da sua dimensão e fase de implementação das políticas energéticas e climáticas, contando atualmente com mais de 7 000 municípios e regiões de 57 países, sendo que já assinaram cerca de 119 entidades portuguesas.

As cidades signatárias comprometem-se a apoiar a implementação da meta de 40 % de redução dos gases com efeito de estufa até 2030 e a adotar uma abordagem conjunta para a mitigação e a adaptação às alterações climáticas.


Neste sentido, a Assembleia Municipal de Almeirim delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos da CDU, recomendar à Câmara Municipal de Almeirim que:
Promova urgentemente todas as diligências necessárias para que Almeirim possa aderir ao Pacto de Autarcas.

Almeirim, 27 de junho de 2018

O Grupo Municipal da CDU